Você é o responsável pela área de avaliações de sua
empresa. O diretor lhe chama em sua sala para saber o valor das operações atuais
e projetos futuros da companhia em determinada região do país, com todas as
premissas atualizadas.
Se ele não fala o motivo deste pedido ou você não
pergunta, o resultado da avaliação pode ser diferente e implicar em uma decisão
que gere perdas para a empresa.
Normalmente, você vai orientar seus analistas de
negócios a atualizar todos os volumes de vendas, preços, custos, investimentos,
realizar projeções, mesmo com perdas etc., de forma a refletir o VPL (ou outro
indicador) mais realista possível.
Entretanto, se o diretor solicitou essa valoração
para saber por qual valor deve oferecer estas operações e projetos futuros para um
investidor, certamente esta avaliação indicará um valor maior. Neste caso, você vai considerar diversos upsides
(ganhos) como, por exemplo: probabilidade do aumento do número de clientes futuros, novas
tecnologias que reduzam custos, obtenção de benefícios fiscais ou acordos com o
governo, entre outros itens.
De maneira equivalente,
se você tiver que entregar uma análise econômica sobre uma empresa concorrente
com o intuito de adquiri-la, você provavelmente vai fazer duas valorações:
a) Uma
avaliação considerando exatamente as informações mais atualizadas fornecidas
pelo data room do ofertante (“visão
do ofertante”), sem refletir ainda os pontos que você não acredita;
b) Outra
avaliação do ponto de vista da sua empresa, bem mais crítica, com
riscos de implantação, riscos sócio-político-ambientais e fatores de risco, que devem gerar um valor menor que a “visão do
ofertante”. Afinal, você não vai fazer uma oferta sem ter certeza de todos os
pontos frágeis estarem refletidos na valoração.
Lógico que existem situações confidenciais e
sigilosas que não podem ser divulgadas para os envolvidos na valoração, mas o
importante é que todas as premissas da situação envolvida estejam incorporadas
no resultado.
Um abraço,
Erik Alves
Nenhum comentário:
Postar um comentário